Hoje tive uma experiência transcendental! Ouvindo "Carro de Bio" de Milton Nascimento, fiquei extasiado com o sentimento que me invadiu! Um amor, uma paz, uma dor, um orgulho de ser mineiro, de ser filho do cerrado, do sol que queima e que dá vida nessa terra! Escrevi essas linhas entendendo que o único jeito de expressar o meu amor pela minha terra é dar a ela a minha alma, a minha parte mais bonita!
Filho do Brasil - João Neto
É que a viola sertaneja chora pela minha companhia...
É que a sanfona cansada chama pelos meus olhos...
É que a lágrima nordestina me lembra quem eu sou...
É que na minha gramática, o verbo caetenear completa o sorrir!
É que na dor do sertanejo eu me sinto humano, e no riso
da mulher que leva esse país no braço eu encontro a paz!
É que na ausência do dinheiro o abraço e a mão amiga reparte
o pão, a água, o sorriso e o amor.
É que na presença do medo o afago da terra conforta!
É que na saudade da terra, o coração chama.
Chama pelas montanhas de minas, pelo canto mineiro,
pela fé do meu povo, pelo brilho dos seus olhos e pela
sinceridade do seu olhar.
Não dá pra entender, ou simplesmente querer entender.
Tem que viver, sentir, experimentar.
Tem que pisar na terra descalço.
Tem que comer com a mão, sorrir com o coração e falar com os olhos.
Aqui não tem lugar pra dor nem pra tristeza, embora essas duas
danadas andem tentando nos cercar!
Tem que olhar o fogo nos olhos, encarar a sequidão tortuosa
da caatinga! Tem que sentir o sertão, a vereda, o cerrado entrar
dentro da alma!
Aqui é assim, se não for pra ser assim, cuidado!
E é por tudo isso que eu sou Brasil!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Salve a majestade, o samba!
Hoje é dia do rei do Brasil, hoje é dia do samba ♥
Dia do verso cantado, da mulata encantada, da lágrima transformada em riso.
Hoje é dia do morro, do barracão de zinco e da alegria da força negra.
Hoje é dia do azul resplandescente, do verde e rosa, e do vermelho do amor.
Do sorriso branco, da pele negra banhada de talento, da voz que emerge do povo.
Hoje é dia de liberdade, eterna quarta-feira...
Hoje é dia de culto, reza, riso, lágrima, sonho, esperança.
Hoje é dia de se vestir de Chico, de Jamelão e Manacea...
De se pintar de estrelas e de Cartola, e andar com o malandro Monarco...
É dia de pedir a benção para Nelson, Adoniran, Noel, Luiz Carlos...
É dia de beijar a mãe de Ivone, Clara e Jovelina, a Pérola Negra...
É dia de olhar pra o céu, contar as estrelas e entrar na avenida do sonho vestido de bamba!!
Salve, salve, salve o samba!
Veja uma parte dessa corte no vídeo...
Velha gurda da Mangueira e Jamelão
Dia do verso cantado, da mulata encantada, da lágrima transformada em riso.
Hoje é dia do morro, do barracão de zinco e da alegria da força negra.
Hoje é dia do azul resplandescente, do verde e rosa, e do vermelho do amor.
Do sorriso branco, da pele negra banhada de talento, da voz que emerge do povo.
Hoje é dia de liberdade, eterna quarta-feira...
Hoje é dia de culto, reza, riso, lágrima, sonho, esperança.
Hoje é dia de se vestir de Chico, de Jamelão e Manacea...
De se pintar de estrelas e de Cartola, e andar com o malandro Monarco...
É dia de pedir a benção para Nelson, Adoniran, Noel, Luiz Carlos...
É dia de beijar a mãe de Ivone, Clara e Jovelina, a Pérola Negra...
É dia de olhar pra o céu, contar as estrelas e entrar na avenida do sonho vestido de bamba!!
Salve, salve, salve o samba!
Veja uma parte dessa corte no vídeo...
Velha gurda da Mangueira e Jamelão
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Vivo
Vivo em um mundo que pouca gente conhece.
Um mundo de poesias e canções.
Um mundo colorido, livre.
Um mundo meu.
Vivo dentro do encanto e desencanto de uma realidade
que insiste em me obrigar a cravar os pés no chão.
Vivo.
Um mundo de poesias e canções.
Um mundo colorido, livre.
Um mundo meu.
Vivo dentro do encanto e desencanto de uma realidade
que insiste em me obrigar a cravar os pés no chão.
Vivo.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Prece
Rezo para que um dia o sertão vire mar ese inunde de alegria e esperança.
Rezo para que um dia n'ele floresça, como planta nova,
a esperança em dias cheios de boniteza e fartura.
Rezo para que um dia o sertão seja refúgio para alma
cansada, e abrigo para os desnorteados.
Que não seja mais partida, mas que se transforme em chegada.
Rezo para que os olhos do sertanejo não veja sua semente nua
de sede mas que a abrace como se recebe uma filha.
Peço ao (bom) Pai que abrace esse povo e não os esqueça.
Meu corpo cansado e velho pede que Ele não se esqueça
da promessa de "paz na terra aos homens de boa vontade".
E se um dia eu tiver de entregar meu corpo a esse sertão pobre,
nu e desgraçado que seja em tempo de cheia...
Pois, como disse Guimarães Rosa,
"perto de muita água tudo é feliz"!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
"Lamento Sertanejo."
Quando no sertão parecia já não haver mais saída,
ele tomava o caminho poeirento e rumava para a cidade grande.
A seca castigava, a fome doía, mas havia fé...
Nem o xique xique podia matar a sede...
Só restava um rosário velho e um brilho nos olhos!
O coração doía mas a partida era necessária.
O coração doía mas a partida era necessária.
Deixava saudade, levava apenas um sonho. Sobreviver.
Na cidade, o coração doía. Chamava pelo sertão.
Humilhado, derrotado, triste, o peito chegava a chorar.
O canto da asa branca era como anunciação... era sinal que a chuva estava chegando!!
E como uma planta, a esperança renascia junto com a chuva.
E sentindo a chuva, o sertanejo, outrora desertado, regressa para o seu sertão.
Com o coração cheio de esperança e fé!
Nos lábios uma oração pedindo ao menino Jesus, que a cheia dure e que a safra seja farta!!
E quando chega ele encontra a terra esperando-o.
Um abraço de mãe um cheiro na mulher... é assim que ele chega.
E vendo o sol arder, e escutando o inhambu cantando ele reza e
agradece a Deus por ser um sertanejo pobre, mas corajoso e cheio de fé.
Texto escrito por mim baseado no livro de Ariano Suassuna "O auto da Compadecida". Nunca fui ao sertão mas é incrível como a obra de Ariano toca a gente, nos faz sentir cada detalhe!! Apaixonado, mais ainda, pelos nossos "Brasi's" e pela nossa literatura!
Texto escrito por mim baseado no livro de Ariano Suassuna "O auto da Compadecida". Nunca fui ao sertão mas é incrível como a obra de Ariano toca a gente, nos faz sentir cada detalhe!! Apaixonado, mais ainda, pelos nossos "Brasi's" e pela nossa literatura!
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Francisco
Francisco, Francisco...
O santo, o menino, o rio, o velho, Francisco.
Carregas em teu corpo a história e a lágrima do meu povo.
Francisco, rogai por nós que somos pobres, de alma e de amor.
Olhai pelo povo que brota do chão seco e é regado pela esperança.
Rogai pelo meu povo sertanejo, calejado, rogai por nós Francisco.
Se tu podes ver o Pai Eterno, peço-te um favor:
Relembre Ele que aqui tem um povo que sofre, que geme, que canta,
que ama, que reza e que espera a boa hora do Redentor!
Francisco, protegei-nos das agruras do caminho, das pedras duras dessas terras secas.
Francisco, ô menino, sê nosso menino. Chico, o velho, traz esperança ao meu povo.
Chico, menino Chico, rindo nas várzeas trazendo a fartura das sementes.
Francisco, meu Chico, tu que foste tema de canções e poemas, que levas contigo
nome de santo, traz paz à essa gente morena.
Purifica a nossa alma e leva contigo tudo o que não é para guardar no coração!
Francisco, Francisco, Francisco.
O santo, o menino, o rio, o velho, Francisco.
Carregas em teu corpo a história e a lágrima do meu povo.
Francisco, rogai por nós que somos pobres, de alma e de amor.
Olhai pelo povo que brota do chão seco e é regado pela esperança.
Rogai pelo meu povo sertanejo, calejado, rogai por nós Francisco.
Se tu podes ver o Pai Eterno, peço-te um favor:
Relembre Ele que aqui tem um povo que sofre, que geme, que canta,
que ama, que reza e que espera a boa hora do Redentor!
Francisco, protegei-nos das agruras do caminho, das pedras duras dessas terras secas.
Francisco, ô menino, sê nosso menino. Chico, o velho, traz esperança ao meu povo.
Chico, menino Chico, rindo nas várzeas trazendo a fartura das sementes.
Francisco, meu Chico, tu que foste tema de canções e poemas, que levas contigo
nome de santo, traz paz à essa gente morena.
Purifica a nossa alma e leva contigo tudo o que não é para guardar no coração!
Francisco, Francisco, Francisco.
sábado, 31 de agosto de 2013
O beijo
Uma quadrinha com trocadilhos, como de costume. Um beijo para quem gosta de dar beijo!
O beijo
O beijo
Um menino, um beijo, um toque.
Um negro, um gato.
Um olhar, uma boca, um abraço.
Uma intenção, uma lágrima, um riso e um sorriso.
Um passado passado, um futuro incerto e um presente vivido.
Um beijo dado, um carinho pedido, um toque conscentido.
Pronto! Um conto, um ponto.
Amor.
João Neto
domingo, 25 de agosto de 2013
Viva o Chacrinha!
Li esse texto outro dia e achei que valia a pena postá-lo cá!! Desfrutem :)
VIVA O CHACRINHA!
Existem argumentos a serem evocados para discutir-se o que seja cultura, não definições: a cultura como uma totalidade definindo-se como cultura.Quando Caetano diz ser o Chacrinha muito mais cultura que Flávio Cavalcanti, tem-se aí um ponto de vista fundamental para essa discussão. O conceito de Caetano coincide com o meu, segundo o qual o grande erro é querer-se transformar a cultura, nas suas manifestações, em algo “bem comportado”, “ bonito”, digno dos lares burgueses com seus preconceitos do que seja bom ou mau, etc. Desde de cedo aprendi uma coisa importantíssima: nas manifestações da criação humana tudo vale, principalmente o que violente nosso “bem estar” conformista.
Quando vi Klee pela primeira vez me irritei: algo mudara em mim; mas esse algo cresceu, objetivou-se e o próprio Klee me ensinou a desconsiderar completamente o que chamamos de bom e de mau gosto:em arte isso não existe, o que existe é a imaginação criadora de cada indivíduo, que não deve nem pode parar. Antigamente eu não dava a menor importância ao programa do Chacrinha_ gostava mas não ligava muito.De repente, foi-se tornando para mim importante, interessei-me em ver sempre que possível o seu programa: algo é sempre acrescentado a cada um, como elemento criador.
É uma manifestação espontânea sempre dinamicamente improvisada, de um estado criador. Por que então os chamados “cultos” e “sérios” da nossa cultura vivem a dizer: “ loucura! Burrice! Retrato do Brasil subdesenvolvido”, etc? Na verdade, o retrato negativo dessa cultura brasileira são eles mesmos, com essa eterna mania universalista e acadêmica de serem europeus ou americanos. Pois eu sei que sou inteligente e criador, e digo: me alimenta muito mais o programa do Chacrinha que os milhares de artiguetes literários ou exposiçõezinhas de arte que há por aí.
Os meus Parangolés pode ser mais facilmente apreendidos num contexto como o do programa do Chacrinha ou a quadra da Escola de Samba da Mangueira do que numa galeria de arte. Uma coisa é viva: o programa do Chacrinha; as outras são paliativos impostos por uma burguesia agonizante para impingir o seu status à coletividade, seu gosto e sua moral agonizantes e improdutivos. Daí então vem Flávio Cavalcanti condenar, por exemplo, a música caipira:”Isso é ruim”, esperneia ele;”ouça Marcos Valle, isto é bom!”. E por aí vai, como se o fenômeno criador fosse algo controlado segundo um padrão de gosto, de bem e de mal, e outros cacoetes burgueses e intelectualóides. Há algum tempo não ouvia os discos de Ângela Maria. Deu-me repentina vontade de ouvi-los. Achei-os mais belos do que nunca. Ângela é realmente genial, integra, total, quando canta vive. Pois criaram aí o mito de que Ângela Maria é cafona, ruim, é submúsica, etc., conceitos que não existem.
Essas pessoas são as mesmas que outrora condenavam tudo de bom: hoje continuam do mesmo modo. Por quê? Obra de quem escolhe ou diz isso é bom, aquilo é ruim: os criticóides, a burrice entronizada em alguns jornais e revistas, e os grupinhos semi-intelectualizados da classe média- os burgueses que acham a dama do high society elegantíssima( para mim ela é que de uma cafonice exemplar). Mas, dentro desse contexto, existem exceções, como Maria Bethânia, por exemplo, com toda sua personalidade de grande cantora e sua inteligência lúcida: ela não hesitou em repor Ângela Maria. É impossível que as vivencias que tenho sejam falsas, pensava eu outro dia. Por que é que se fecham as pessoas em conceitos? Adoro os Beatles ou Roberto Carlos, Chico Buarque ou Caetano, Clementina ou Cartola, Luís Gonzaga ou Billy Holliday, Mangueira ou Portela.O difícil é ser total -é preciso para ser criador, ser aberto.
Quando vi Klee pela primeira vez me irritei: algo mudara em mim; mas esse algo cresceu, objetivou-se e o próprio Klee me ensinou a desconsiderar completamente o que chamamos de bom e de mau gosto:em arte isso não existe, o que existe é a imaginação criadora de cada indivíduo, que não deve nem pode parar. Antigamente eu não dava a menor importância ao programa do Chacrinha_ gostava mas não ligava muito.De repente, foi-se tornando para mim importante, interessei-me em ver sempre que possível o seu programa: algo é sempre acrescentado a cada um, como elemento criador.
É uma manifestação espontânea sempre dinamicamente improvisada, de um estado criador. Por que então os chamados “cultos” e “sérios” da nossa cultura vivem a dizer: “ loucura! Burrice! Retrato do Brasil subdesenvolvido”, etc? Na verdade, o retrato negativo dessa cultura brasileira são eles mesmos, com essa eterna mania universalista e acadêmica de serem europeus ou americanos. Pois eu sei que sou inteligente e criador, e digo: me alimenta muito mais o programa do Chacrinha que os milhares de artiguetes literários ou exposiçõezinhas de arte que há por aí.
Os meus Parangolés pode ser mais facilmente apreendidos num contexto como o do programa do Chacrinha ou a quadra da Escola de Samba da Mangueira do que numa galeria de arte. Uma coisa é viva: o programa do Chacrinha; as outras são paliativos impostos por uma burguesia agonizante para impingir o seu status à coletividade, seu gosto e sua moral agonizantes e improdutivos. Daí então vem Flávio Cavalcanti condenar, por exemplo, a música caipira:”Isso é ruim”, esperneia ele;”ouça Marcos Valle, isto é bom!”. E por aí vai, como se o fenômeno criador fosse algo controlado segundo um padrão de gosto, de bem e de mal, e outros cacoetes burgueses e intelectualóides. Há algum tempo não ouvia os discos de Ângela Maria. Deu-me repentina vontade de ouvi-los. Achei-os mais belos do que nunca. Ângela é realmente genial, integra, total, quando canta vive. Pois criaram aí o mito de que Ângela Maria é cafona, ruim, é submúsica, etc., conceitos que não existem.
Essas pessoas são as mesmas que outrora condenavam tudo de bom: hoje continuam do mesmo modo. Por quê? Obra de quem escolhe ou diz isso é bom, aquilo é ruim: os criticóides, a burrice entronizada em alguns jornais e revistas, e os grupinhos semi-intelectualizados da classe média- os burgueses que acham a dama do high society elegantíssima( para mim ela é que de uma cafonice exemplar). Mas, dentro desse contexto, existem exceções, como Maria Bethânia, por exemplo, com toda sua personalidade de grande cantora e sua inteligência lúcida: ela não hesitou em repor Ângela Maria. É impossível que as vivencias que tenho sejam falsas, pensava eu outro dia. Por que é que se fecham as pessoas em conceitos? Adoro os Beatles ou Roberto Carlos, Chico Buarque ou Caetano, Clementina ou Cartola, Luís Gonzaga ou Billy Holliday, Mangueira ou Portela.O difícil é ser total -é preciso para ser criador, ser aberto.
[fonte: Marisa Alvarez Lima, Marginália, arte e cultura na idade da pedrada. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002]
domingo, 30 de junho de 2013
Você...
E ao te observar à luz do luar notei que seus cabelos eram de
um vermelho tão brilhante que me hipnotizavam... como mágica!
Me apaixonei por um sorriso, quase sincero, que não sabia se era para mim...
Esqueci-me do medo de estar só, e me lancei sobre a esperança de um novo caminho.
um vermelho tão brilhante que me hipnotizavam... como mágica!
Me apaixonei por um sorriso, quase sincero, que não sabia se era para mim...
Esqueci-me do medo de estar só, e me lancei sobre a esperança de um novo caminho.
domingo, 16 de junho de 2013
É engraçado como as algumas coisas parecem fazer sentido depois de algum tempo.
Outro dia dia eu assisti um documentário sobre o "Tropicalismo" e de repente tinha escrito esse pequeno poema, e hoje vendo essa (r)evolução no Brasil vejo que ele é mais contemporâneo que eu imaginava.
O poema que eu não vivi
É um caco, um papo, um jato.
É um grito, um muro, um tiro.
É um buraco no vidro.
É uma dor, um luto, uma luta.
É o tropical.
É um sinal, o capital, um marginal.
É a dura, fajuta, calada.
É uma viatura, um medo, um berro.
É o trato, a mentira, a vida.
É uma canção, um coração, uma oração.
É um festival, uma nota, um domingo, um parque, uma alegria.
É um mano, um Caetano.
É um Gilberto, um Gil.
É uma Bahia (e um São Paulo, um Rio), um Brasil.
Coimbra, Portugal. 01/06/2013
Outro dia dia eu assisti um documentário sobre o "Tropicalismo" e de repente tinha escrito esse pequeno poema, e hoje vendo essa (r)evolução no Brasil vejo que ele é mais contemporâneo que eu imaginava.
É um caco, um papo, um jato.
É um grito, um muro, um tiro.
É um buraco no vidro.
É uma dor, um luto, uma luta.
É o tropical.
É um sinal, o capital, um marginal.
É a dura, fajuta, calada.
É uma viatura, um medo, um berro.
É o trato, a mentira, a vida.
É uma canção, um coração, uma oração.
É um festival, uma nota, um domingo, um parque, uma alegria.
É um mano, um Caetano.
É um Gilberto, um Gil.
É uma Bahia (e um São Paulo, um Rio), um Brasil.
Coimbra, Portugal. 01/06/2013
sábado, 15 de junho de 2013
Saia de saia
Os padrões não podem nos aprisionar. O medo de ser não pode ser maior que o nosso ser. Seja o que quiser ser, vista o quiser vestir. Sem medo, seja! Gênero é uma construção, liberte-se!
Saia de saia,
ande sem medo.
Saia de saia,
seja o que quiser ser.
Saia de saia,
seja homem ou mulher,
seja o que quiser.
Saia, de uma vez
desse armário escuro de ignorância.
Não faça de suas crenças,
muletas para a sua arrogância!
Saia de saia!
Meta os peitos, porque
o que queremos é só respeito!
Abrace a liberdade, saia de saia!
Saia não é coisa de mulher,
saia é pra quem quiser!
Não tenha medo, seja corajoso, liberte-se... e,
Saia de saia!
Saia de saia,
ande sem medo.
Saia de saia,
seja o que quiser ser.
Saia de saia,
seja homem ou mulher,
seja o que quiser.
Saia, de uma vez
desse armário escuro de ignorância.
Não faça de suas crenças,
muletas para a sua arrogância!
Saia de saia!
Meta os peitos, porque
o que queremos é só respeito!
Abrace a liberdade, saia de saia!
Saia não é coisa de mulher,
saia é pra quem quiser!
Não tenha medo, seja corajoso, liberte-se... e,
Saia de saia!
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Bastaria um olhar!
Bastaria um olhar pra que eu deixasse tudo e ficasse com você...
Bastaria um simples gesto pra poder me jogar em seus braços..
Bastaria uma palavra para que a dor cessasse.
Não haveria nada que nos pudesse separar, mas tu terias de querer amar-me.
E estar comigo, e viver comigo, e querer ser meu.
Podia o tempo passar, os cabelos se acinzentarem, as rugas aparecerem, mas
se tu estivesses comigo, estaria eu feliz.
Bastaria apenas um olhar!
Bastaria um simples gesto pra poder me jogar em seus braços..
Bastaria uma palavra para que a dor cessasse.
Não haveria nada que nos pudesse separar, mas tu terias de querer amar-me.
E estar comigo, e viver comigo, e querer ser meu.
Podia o tempo passar, os cabelos se acinzentarem, as rugas aparecerem, mas
se tu estivesses comigo, estaria eu feliz.
Bastaria apenas um olhar!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Presente!
Há um presente que me deixou muito feliz...
"Quero que tenhas tu a totalidade do que, por ser belo,
apropriam-se indignamente os seres humanos.
As coisas pequenas que o mundo prazerosamente partilhará contigo.
Desejo-te a sombra, e a esperada água fresca, o sorriso ensolarado das crianças,
o gorjear cálido das aves, as auroras, e, sobretudo, o amor."
Garcia, 2013/05/08.
No último aniversário, eu estava em Londres e sozinho, tive aquela sensação de estar só no meio de um mar de gente. Quando cheguei no hotel e fui checar o facebook, deparei-me com os versos mais lindos que já li. E o melhor, eram feitos pra mim. Um presente maravilhoso que eu decidi compartilhar, não achei justo deixar desconhecida tamanha beleza!! Espero que gostem!
"Quero que tenhas tu a totalidade do que, por ser belo,
apropriam-se indignamente os seres humanos.
As coisas pequenas que o mundo prazerosamente partilhará contigo.
Desejo-te a sombra, e a esperada água fresca, o sorriso ensolarado das crianças,
o gorjear cálido das aves, as auroras, e, sobretudo, o amor."
Garcia, 2013/05/08.
sábado, 25 de maio de 2013
Dora
"Dora", é um presente pra flor morena que me ensinou muitas coisas! Uma delas, o amor. Esse poema foi um parto difícil, mas rápido! Foi concebido de um modo lindo. E é por isso que dedico a ela! Espero que gostem!
Dora - João Neto
Teodora,
ô Dora!
Odara!
Luz
clara, odara!
Tua
dor dói em mim, Teodora.
Dora,
tu és minha e a dor não é tua.
Teodora.
Dora, linda.
Dora!
Teodora,
minha Teodora!
Pequena
menina, pequena menina Dora.
Olhar
de amor. Dora!
Minha
menina dourada, cor do pecado, Dora!
Oh
Dora!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Vou festejar!
Inspirado em um conto que ouvi de minha mãe sobre uma mulata faceira que sofrendo de amor caiu no samba e viu a mangueira ser campeã (lembrando que isso é uma estória). "Vou festejar", é o meu segundo samba. Se der, posto ele musicalizado já! Espero que gostem!
Vou tirar do armário aquela renda que você me deu...
Não vou chorar, por que tu já não és meu.
Vou bater a poeira desse meu coração, erguer a cabeça e cair no samba!
Tenho olhos alegres e cheios de sorrisos...
Vou pintar os olhos, e o cabelo com laço de fita, enfeitar.
Por que hoje é dia de samba! Eu vou deitar e rolar!
Vou correr para o mar pra lavar a alma...
Vou colocar flor na areia e esperar o sol se pôr, por que hoje a noite vai ser boa!
Vou subir o morro e encontrar a minha escola.
A minha verde e rosa!
Agora é a hora.
Vou ser feliz, vou festejar!
Poema para uma menina!
Esse poema é dedicado à uma morena que arrebatou os meus sentidos mais racionais, à querida amiga Laylla Barreto!! Esse é o meu presente!
Morena
Morena pequena de olhos áridos.
Áridos e misteriosos.
Misteriosa, cheia de segredos, e paixão também!
Sim, por que toda mulher é um universo de paixões, ainda que
elas não saibam.
Terei saudade, das palavras macias, dos gestos firmes, do
silêncio envolvente.
Terei saudades dela.
Sorriso largo, iluminador, olhar façeiro.
O abraço é bom, faz sentir bem!
Eu gosto!
João Neto.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Uma Kombi ☮
![]() |
| Paz, amor y musica todos los días! |
Eu queria uma K☮mbi onde pudesse carregar sonhos.
Todos nós temos sonhos, só que os meus são tantos que não consigo ficar confortável
levando eles em um fusca, preciso mesmo é de uma k☮mbi.
Ela é grande, e cabe bastante amor também.
Eu faria dela a minha casa. Colocaria um violão, meia dúzia de amigos e iria até o Peru.
Seria perfeito.
Talvez eu lhe desse um nome. Poderia ser Carolina, Luiza, ou Beatriz como as mulheres do Chico,
mas talvez fosse algo mais singelo como Maria, uma mulher de luz.
Talvez eu a pintasse com as cores do arco-íris, para além das cores ela significaria liberdade.
Colocaria em suas portas versos... Neruda, Pessoa, Drummond, Patativa, Clarice, Caetano, Erasmo,
ela seria uma moça muito fina com fitas na janela.
Arrumaria um garoto de olhos bonitos e o colocaria nessa viagem, afinal ninguém é feliz sozinho.
Levaria ainda um bom vinho para as noites frias e um vinil de Noel ou Jamelão,
o bom samba não envelhece. E na dúvida ficaria com os dois.
Levaria minha k☮mbi a lugares que só vamos quando temos a alma limpinha para sonhar.
Pensando bem, preciso mesmo de uma k☮mbi.
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