Quando no sertão parecia já não haver mais saída,
ele tomava o caminho poeirento e rumava para a cidade grande.
A seca castigava, a fome doía, mas havia fé...
Nem o xique xique podia matar a sede...
Só restava um rosário velho e um brilho nos olhos!
O coração doía mas a partida era necessária.
O coração doía mas a partida era necessária.
Deixava saudade, levava apenas um sonho. Sobreviver.
Na cidade, o coração doía. Chamava pelo sertão.
Humilhado, derrotado, triste, o peito chegava a chorar.
O canto da asa branca era como anunciação... era sinal que a chuva estava chegando!!
E como uma planta, a esperança renascia junto com a chuva.
E sentindo a chuva, o sertanejo, outrora desertado, regressa para o seu sertão.
Com o coração cheio de esperança e fé!
Nos lábios uma oração pedindo ao menino Jesus, que a cheia dure e que a safra seja farta!!
E quando chega ele encontra a terra esperando-o.
Um abraço de mãe um cheiro na mulher... é assim que ele chega.
E vendo o sol arder, e escutando o inhambu cantando ele reza e
agradece a Deus por ser um sertanejo pobre, mas corajoso e cheio de fé.
Texto escrito por mim baseado no livro de Ariano Suassuna "O auto da Compadecida". Nunca fui ao sertão mas é incrível como a obra de Ariano toca a gente, nos faz sentir cada detalhe!! Apaixonado, mais ainda, pelos nossos "Brasi's" e pela nossa literatura!
Texto escrito por mim baseado no livro de Ariano Suassuna "O auto da Compadecida". Nunca fui ao sertão mas é incrível como a obra de Ariano toca a gente, nos faz sentir cada detalhe!! Apaixonado, mais ainda, pelos nossos "Brasi's" e pela nossa literatura!

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