domingo, 16 de junho de 2013

É engraçado como as algumas coisas parecem fazer sentido depois de algum tempo.
Outro dia dia eu assisti um documentário sobre o "Tropicalismo" e de repente tinha escrito esse pequeno poema, e hoje vendo essa (r)evolução no Brasil vejo que ele é mais contemporâneo que eu imaginava.


O poema que eu não vivi

É um caco, um papo, um jato.
É um grito, um muro, um tiro.
É um buraco no vidro.
É uma dor, um luto, uma luta.
É o tropical.
É um sinal, o capital, um marginal.
É a dura, fajuta, calada.
É uma viatura, um medo, um berro.
É o trato, a mentira, a vida.
É uma canção, um coração, uma oração.
É um festival, uma nota, um domingo, um parque, uma alegria.
É um mano, um Caetano.
É um Gilberto, um Gil.
É uma Bahia (e um São Paulo, um Rio), um Brasil.

Coimbra, Portugal. 01/06/2013




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