domingo, 30 de junho de 2013

Você...

E ao te observar à luz do luar notei que seus cabelos eram de
um vermelho tão brilhante que me hipnotizavam... como mágica!
Me apaixonei por um sorriso, quase sincero, que não sabia se era para mim...
Esqueci-me do medo de estar só, e me lancei sobre a esperança de um novo caminho.

domingo, 16 de junho de 2013

É engraçado como as algumas coisas parecem fazer sentido depois de algum tempo.
Outro dia dia eu assisti um documentário sobre o "Tropicalismo" e de repente tinha escrito esse pequeno poema, e hoje vendo essa (r)evolução no Brasil vejo que ele é mais contemporâneo que eu imaginava.


O poema que eu não vivi

É um caco, um papo, um jato.
É um grito, um muro, um tiro.
É um buraco no vidro.
É uma dor, um luto, uma luta.
É o tropical.
É um sinal, o capital, um marginal.
É a dura, fajuta, calada.
É uma viatura, um medo, um berro.
É o trato, a mentira, a vida.
É uma canção, um coração, uma oração.
É um festival, uma nota, um domingo, um parque, uma alegria.
É um mano, um Caetano.
É um Gilberto, um Gil.
É uma Bahia (e um São Paulo, um Rio), um Brasil.

Coimbra, Portugal. 01/06/2013




sábado, 15 de junho de 2013

Saia de saia

Os padrões não podem nos aprisionar. O medo de ser não pode ser maior que o nosso ser. Seja o que quiser ser, vista o quiser vestir. Sem medo, seja! Gênero é uma construção, liberte-se!

Saia de saia,
ande sem medo.
Saia de saia,
seja o que quiser ser.

Saia de saia,
seja homem ou mulher,
seja o que quiser.

Saia, de uma vez
desse armário escuro de ignorância.
Não faça de suas crenças,
muletas para a sua arrogância!

Saia de saia!
Meta os peitos, porque
o que queremos é só respeito!
Abrace a liberdade, saia de saia!

Saia não é coisa de mulher,
saia é pra quem quiser!
Não tenha medo, seja corajoso, liberte-se... e,
Saia de saia!