Minhas canções aos poucos desnaturam-se em versos!
Tornam em sentido! Saltam aos meus olhos.
Vêm e vão num balanço místico, que eu só vejo ao cerrar os olhos!
São como bailarinas (que de pernas longas) voam ao infinito.
Essas canções que bailam em mim e persistem em serem minhas,
vêm, tornam a sumir, depois voltam e em mim tornam-se meninas.
Meninas, sim meninas. Sapecas, teimosas, meninas.
Depois elas sussurram nos meus ouvidos pequenos segredos...
Aqueles que fazem a gente se roer de curiosidade!
As meninas-canções, como cá são chamadas, são pequenas luzinhas!
Luzinhas que trazem em si o anúncio de uma lindeza que só cabe a mim.
E a quem eu deixar!
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