Olá pessoal, queria antes de mais nada justificar a minha ausência e distância do blog... Talvez tenham notado o grande hiato de tempo que se passou desde a minha última postagem não é...?! Pois há uma explicação.Nesses meses aconteceu muita coisa e talvez a mais significativa delas todas foi a mudança para Portugal! A três meses estou vivendo cá em Coimbra, uma cidade que por si dispensa comentários! Terra de inúmeros poetas, e palco da grande tragédia onde "Inês é morta." e a lendária Universidade é uma cidade extremamente agradável, porém com muitos mistérios!
Há um quê de tristeza e melancolia em suas ruas... um pouco de decepção eu diria! Nos corredores da Universidade "lê-se uma história" que não nos contam... E só aqueles meio "malucos" de alma despida de convenções é que podem perceber.
Existe em cada azulejo dessa cidade um estrela morta que não brilha mais, uma mistura de saudade com medo. Mas eu farei outro post específico acerca de Coimbra.
O que desejo escrever hoje é sobre a distância, saudade, enfim contar um pouco sobre essa experiência!
A distância dói, nos faz chorar, nos causa saudades mas pode ser útil, muito útil...
Ela nos mostra que mesmo que nosso mundo esteja desabando as outras pessoas, as que ficaram para trás, não se importarão... ou pelo menos, não serão tão atenciosas!
Os amigos por vezes não se farão presente, nem mesmo por uma tela de computador. Talvez você os mantenha por perto em uma fotografia mas dificilmente eles se farão ali.
A beleza da novidade acaba depois de algumas semanas e o medo e a solidão se tornam seus companheiros! A novidade passa ser mais temida do que o próprio fato de estar longe. A distância nos mantém refém de uma realidade que já não é mais nossa (a que deixamos) e passamos a sempre pensar "Como seria se eu tivesse ficado?". Isso é um bocado estranho, até que alguém te surpreende e você vê que está na hora e no lugar certo, e que não existe coincidências tudo é e existe por alguma razão!!
Resumindo a ópera, depois de três meses longe você aprende que o mundo é bem maior que imaginávamos e que os limites existem para ser superados... Depois de três meses a família se torna ainda mais eficaz na cura contra todos os males da alma e a voz da mãe ainda é o melhor remédio... mesmo você já sendo um homem de vinte anos e como se voltasse a ser um garoto envolto no pranto da saudade!
Mas contar três meses foi bom para poder então subtrair de dez e ver que faltam só sete!
E prometo que começo a escrever um pouco mais sobre a vida na Europa, as viagens, a comida... sobre tudo!
Beijos, Neto!
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